Exportação de orgânicos para Europa tem novas regras e demanda é cada vez maior
Na medida em que se registra o aumento do interesse dos europeus por produtos orgânicos, a União Europeia (UE) adota medidas para disciplinar a importação de orgânicos, aumentando o controle a cerca da origem dos produtos e, ao mesmo tempo, deixando o processo de exportação de orgânicos para Europa mais rápido e prático. Desde o […]
Na medida em que se registra o aumento do interesse dos europeus por produtos orgânicos, a União Europeia (UE) adota medidas para disciplinar a importação de orgânicos, aumentando o controle a cerca da origem dos produtos e, ao mesmo tempo, deixando o processo de exportação de orgânicos para Europa mais rápido e prático.
Desde o segundo semestre de 2017, a importação de produtos orgânicos para a Europa (que por aqui são denominados de Bio – Biológicos), está sujeita a um novo sistema de certificação eletrônica.
O objetivo desta medida foi reduzir o risco de fraude em relação à procedência dos produtos, mas ao mesmo tempo, reduzir os encargos administrativos aplicados à exportação de orgânicos para Europa. Por fim, a certificação eletrônica permitirá a obtenção de estatísticas mais robustas.
Para os exportadores, a medida é um avanço, pois disciplina o processo, reduz custos e deixa as regras mais claras e iguais para todos.
Caso tenha dúvidas em relação ao novo modelo de certificação eletrônica para a exportação de orgânicos para Europa, fale conosco. Nós esclarecemos para você.
Na prática, estas alterações vão exigir a inclusão dos certificados de importação no sistema informático veterinário integrado (TRACES, Trade Control Expert System), o atual sistema eletrónico da UE para o rastreio de produtos alimentares na UE. O sistema fica disponível em tempo integral. O sistema permite também às partes envolvidas no processo de exportação de produtos orgânicos para a Europa obter com facilidade informações sobre os movimentos das suas remessas.

Consumo de orgânicos em alta na Europa
As medidas adotadas pela Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE acontecem justamente em um momento em que o interesse pelos produtos orgânicos por parte dos europeus cresce exponencialmente.
Segundo as estatísticas europeias mais recentes, de 2015, o consumo de produtos biológicos na União Europeia (UE) foi de 28,3 bilhões de euros naquele ano. Os países onde há o maior registro de consumo de orgânicos ou biológicos são: Alemanha, França, Itália e Reino Unido.
Na Alemanha, que é o maior mercado em termos de consumo, o gasto com produtos orgânicos quadruplicou nos últimos 15 anos e a tendência é que esta elevação se intensifique, assim como no restante dos demais países da União Europeia. Uma grande oportunidade para quem deseja exportar orgânicos para Europa.
Crescimento da produção de orgânicos não acompanha o crescimento do consumo
Um dado interessante é que a produção de orgânicos na Europa não tem acompanhado este aumento do consumo, o que tem forçado os países europeus a importar cada vez mais produtos orgânicos, abrindo assim, caminho para que produtores e indústrias invistam na exportação de orgânicos para Europa.
Na Alemanha, por exemplo, a grande maioria dos produtos orgânicos vendidos nos supermercados e lojas especializadas é oriunda de importações. 80% dos seus tomates e 90% dos seus pimentões orgânicos são produzidos fora da Alemanha.
Esta realidade se repete nos demais países da União Europeia. Em Portugal, por exemplo, segundo o presidente da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (AGROBIO), a procura por produtos orgânicos já representa o dobro do que é produzido hoje pelo país. De acordo com informações do dirigente, é praticamente inexistente a produção de cereais orgânicos no país; e a produção de frutas só consegue atender 40% da demanda.
Vinhos Orgânicos – tendência que veio para ficar
A Europa possui grandes produtores de vinho. E não por acaso, alguns países começam a se destacar na produção de vinhos orgânicos. Atualmente, Espanha, Itália e França dominam a produção de vinhos biológicos na Europa e são hoje os três primeiros produtores mundiais deste tipo de produto. Mas outros países da Europa, caso de Portugal, já começa também a dar indícios de que esta tendência veio para ficar.