Balança Comercial – Confira os números do comércio internacional brasileiro em 2016
Você sabe quanto o Brasil exporta? Sabe para quais países o Brasil mais exporta? Quais os principais produtos exportados? Conhece em detalhes a balança comercial brasileira? Com este texto, iniciaremos uma série de artigos com o objetivo de apresentar parte os números do comércio internacional brasileiro, como o país se relaciona com os players mundiais, além de […]
Você sabe quanto o Brasil exporta? Sabe para quais países o Brasil mais exporta? Quais os principais produtos exportados? Conhece em detalhes a balança comercial brasileira?
Com este texto, iniciaremos uma série de artigos com o objetivo de apresentar parte os números do comércio internacional brasileiro, como o país se relaciona com os players mundiais, além de analisarmos se caminhamos em alta performance, considerando todo o potencial que o país possui.
Neste primeiro artigo vou começar dando um cenário geral do Brasil no que diz respeito a exportações e importações. Nos próximos artigos desta série denominada “Brasil – exportação e importação em números”, vamos fatiar o Brasil por regiões e, assim, apresentar e discutir as oportunidades e potencialidades in time de cada região, relacionando-as com as janelas de oportunidades abertas mundo afora.
Importante dizer que estamos nos baseando nos dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior). O Brasil possui um sistema de estatística muito bem desenvolvido, onde temos informações do que está sendo exportado e importado. Vamos aproveitá-lo afim de nos conhecermos melhor.
Conforme dados do MDIC, o Brasil fechou o ano de 2016, apesar das turbulências, com um saldo positivo em sua balança comercial, registrando um superávit primário de US$ 47,683 bilhões.

- Balança Comercial Brasileira 2016
Principais parceiros comerciais do Brasil
Mas afinal de contas, para quem exportamos esses 185.235 bilhões de dólares e de quem importamos 137.552 bilhões de dólares. E quais foram os produtos que mais movimentaram nossos portos e aeroportos?
Bom, vamos então detalhar este cenário. De acordo com o quadro abaixo, fornecido pelo MDIC , o produto que mais exportamos em 2016 foi soja, sendo responsável por 19,33 bilhões dos 185,235 bilhões de dólares exportados, seguido por minério de ferro e seus concentrados. E em terceiro lugar aparece o óleo bruto de petróleo, seguido pelo açúcar de cana.
Já falamos em um artigo que o Agronegócio é será o foco do Brasil e que provavelmente será a mola impulsionadora para alavancar a economia e deixar de vez esta recessão (linkar para matéria do blog). A grande sacada, para melhorar ainda mais os números da balança comercial brasileira, acredito ser agregar valor a este produto.
A força do agronegócio

Analisando rapidamente os números percebemos que os produtos básicos foram responsáveis por quase metade do volume exportado pelo Brasil, superando a casa de 79 bilhões de dólares, seguido de perto por produtos manufaturados (mais de 73 bilhões de dólares). Na terceira posição aparecem os produtos semimanufaturados, respondendo por 27,96 bilhões de dólares. Por último, aparecem as operações especiais que incluem ferro – liga, cana de açúcar em estado bruto, couros e outros, respondendo por 4,19 bilhões de dólares.
Observando o Brasil em números
Falando agora dos países para os quais mais exportamos, temos o seguinte cenário:
1. China: US$ 35,13 bilhões
2. Estados Unidos: US$ 23,16 bilhões
3. Argentina: US$ 13,42 bilhões
Vamos agora desvendar o que cada país negociou com o Brasil, mas estabelecendo uma relação com primeiro trimestre deste ano:
Balança Comercial – Brasil / China
Por se tratar do principal comprador do Brasil, quando a China se aquece, isso acaba refletindo diretamente no Brasil, haja visto os números de 2017, que já são bem melhores do que os de 2016.
Isso porque, se compararmos o primeiro trimestre de 2017 com o primeiro trimestre do ano passado, os números já são bastantes superiores. Houve uma alta de quase 70% no volume transações para a China.
Muitos economistas afirmam que isso se deu pelo aquecimento do setor siderúrgico na China. Quando a China se aquece, muda muito o cenário no Brasil. Mas o fato é que o segundo maior produto exportado para China está quebrando até mesmo os analistas dessa commmodity, que não previam um aumento súbito no valor da tonelada do minério, que está sendo negociada em 2017 por um valor acima de US$ 90,00.
Ainda que muitos especialistas julguem esse aumento especulativo, e que a tendência seja de uma queda dos preços em um curto espaço de tempo, além de uma queda também na demanda, fato é que atualmente esta movimentação implica em mais divisas para o Brasil. Aos
empresários e operadores do setor resta aproveitar ciclo sazonal favorável. Fato que reforça o quanto é importante tratar se atentar às informações e à estratégica.
Balança Comercial – Brasil / Estados Unidos
Diferentemente do que acontece na China, as exportações brasileiras para os EUA são predominantemente oriundas das indústrias. O que do ponto de vista econômico e social é de grande valor, pois gera valor agregado.
Quando exportamos matéria prima ou produtos básicos, estamos explorando pouco nossa economia e deixando passar uma grande oportunidade de trabalharmos melhor este produto, agregando mais mão de obra e impostos ao produto gerando, com isso, maior valor agregado.
Analisando abaixo o quadro das exportações para os EUA, podemos perceber o quanto este mercado para nos é importante e o quanto a política protecionista de Donald Trump (atual presidente norte-americano) pode nos afetar. Para não ficar à mercê do humor de Trump, é prudente ao setor industrial brasileiro buscar novos mercados, e assim não ficarmos vulneráveis a questões politicas externas. Ter varias saídas e pensar fora da caixa neste caso é fundamental.

Balança Comercial – Brasil / Argentina
A despeito da rivalidade que ocorre no futebol, no Mercosul com nossos “hermanos argentinos”, os países demonstram afinidades para o comércio bilateral, estão melhorando seus acordos e o comércio tende a crescer, além de estrategicamente ser um importante parceiro, especialmente neste momento em que temos os EUA instáveis.

Neste sentido, acredito que trabalhar o mercado da Argentina seja a grande oportunidade do momento.
