Brasil é grande produtor de coco mas exportação de óleo de coco ainda é pequena
Neste artigo vamos tratar de uma grande oportunidade: a exportação de óleo de coco e seu derivados. A cultura milenar da China vai nos inspirar neste texto. E sim mais uma vez a etimologia das palavras podem e devem sim nos ajudar. Mesmo em momentos de crise, podemos ressignificar um contexto e assim criar cenários melhores a […]
Neste artigo vamos tratar de uma grande oportunidade: a exportação de óleo de coco e seu derivados.
A cultura milenar da China vai nos inspirar neste texto. E sim mais uma vez a etimologia das palavras podem e devem sim nos ajudar. Mesmo em momentos de crise, podemos ressignificar um contexto e assim criar cenários melhores a partir disso. Weiji , ideograma chinês que se forma por dois outros ideogramas: wei (perigo) e Ji (Oportunidade). Ao final do texto vamos duplamente agradecer à China por esse momento.
Inserido em uma profunda crise política, econômica e social, o Brasil passa pela pior recessão dos últimos 115 anos. O PIB (Produto Interno Brasileiro) sofreu mais uma revisão e agora foi reajustado (para baixo) para 0,4% em 2017. A reforma da previdência se transformou em um grande imbróglio e as investigações que apuram a corrupção na esfera pública não param de revelar rombos e desvios. Mas chega de falar de mazelas. Já sabemos de cor e salteado isso tudo.
Estamos em crise sim mas continuamos a produzir e podemos ser a “zebra” dos emergentes, sobretudo nos cenários que vamos discutir neste texto.
Há pelo menos 15 anos no Brasil, várias cidades do interior do país, onde o crescimento do agronegócio movimenta a região, crescem mais que as capitais de seus estados. Cenário que deve seguir nos próximos anos, na avaliação do economista Ricardo Amorim, autor do livro “Depois da Tempestade”. Para ele, o agronegócio será o grande motor para que o Brasil possa sair da crise.
Muitas são as atividades dentro do agronegócio. Algumas já bastante exploradas e com o mercado muito bem delineado, mas outras com grande possibilidade de expansão. Caso, por exemplo, do coconut oil (óleo de coco), onde navegamos em um imenso oceano azul fazendo menção a W. Chan Kim e Renée Mauborgne em livro a “A Estratégia do Oceano Azul”.
Produção brasileira e exportação de óleo de coco

Bom, há duas décadas a produção de coco no Brasil passou a ser completamente reorganizada. Isso ocorreu, principalmente, porque foram introduzidas no setor novas tecnologias além do aumento na área cultivada.
A grande mudança foi sair de uma agricultura de subsistência para uma agricultura científica e de mercado. Então, agora produzimos mais (certo). Portanto, saímos da crise (não é bem assim). Precisamos ser estratégicos, definir de maneira eficiente para quem devemos vender e de que forma devemos vender.
A produção de coco aumentou exponencialmente de 1990 a 2010. Neste período, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou um crescimento de 158% na produção, influenciado diretamente pela tecnologia uma vez que a área plantada neste período cresceu somente 28%.
Mais recentemente o óleo de coco passou a ser o queridinho do mercado e com o crescimento dos adeptos aos Bulletproof Coffee , além da onda de biohackers mundiais, que tornam o óleo de coco o ator principal de muito promissor, com grande apelo à saúde.
Exportação de Óleo de coco – Pelo Mundo
Vamos analisar então alguns dados do Market Analysis and Research, International Trade Centre. Abaixo seguem gráficos sobre o comercio mundial do óleo de coco:

Em resumo temos os principais players quando o assunto é exportação de óleo de coco mundiais. Filipinas é a principal exportadora, com 30% do mercado, seguida pela Indonésia (25%). Canadá importa o equivalente a 5% do consumo mundial de óleo de coco e exporta 4%, mesmo não sendo um produtor.
Bom, e o Brasil onde está? Embora o Brasil exporte, o volume é tão baixo que sequer entra para estatística internacional. E é justamente aí que está o erro. O Brasil é o quarto maior produtor de coco do mundo, mas o País só vende coco e não explora devidamente o óleo de coco e os demais derivados, com alto valor agregado.
Falta aumentar a produção de óleo de coco e de derivados de coco para atingirmos mercados mais distantes. Hoje o Brasil insiste em vender o coco verde, que tem um mercado restrito, por vários motivos, como por exemplo o transit times dos navios versus a validade do produto. Outro ponto negativo é o volume gerado pelo produto in natura.
A estratégia de se vender os derivados se torna muito mais rentável e atinge mercados muito mais longínquos, o que torna o mercado muito mais atrativo, além de aquecermos a economia local com abertura de maior número de postos de trabalho, gerando mais impostos para o país.
Mas voltando ao nosso amigo emergente China, porque mesmo iríamos agradecer a China duplamente?
Primeiro porque a China é a segunda maior importadora de óleo de coco no mundo, impulsionada pelo crescimento de suas áreas urbanas nos últimos 10 anos, onde 400 milhões de chineses saíram do campo e foram para as cidades. Esse movimento elevou a demanda por matéria prima e alimentos.
Em segundo lugar, porque o volume de pessoas que deixarão o campo e migrarão para as cidades nos próximos 10 anos será de 300 milhões, segundo dados do Banco Mundial. Ou seja, aumentando assim a demanda por matéria prima e alimentos, inclusive coco, óleo de coco e seus demais derivados.
Quer exportar óleo de coco?
Fale conosco e conheça nosso serviço de Negociação Internacional